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Superintendente federal de Agricultura explica medidas de MS e do país contra a aftosa

21 setembro 2011 - 08h42 Por Markito

Após a confirmação do foco de febre aftosa no Paraguai, numa propriedade localizada a cerca de 150 km da fronteira com Mato Grosso do Sul, autoridades do Estado e do país se reuniram nesta terça-feira (20), em Brasília, para definir quais providências seriam tomadas para garantir que a pecuária nacional não seja prejudicada pela doença.  

O encontro foi realizado no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), e contou com a presença do ministro Mendes Ribeiro, do secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano, do superintendente federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, Orlando Baez, e da secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo do Estado, Tereza Cristina Corrêa da Costa.

“Nós apresentamos ao ministro as medidas que serão implementadas em Mato Grosso do Sul. São ações de rotina, que serão intensificadas tendo em vista o foco descoberto no Paraguai”, explicou o superintendente Orlando Baez.

Providências

De acordo com Baez, as medidas tomadas para evitar a chegada da aftosa ao território nacional incluem visitas, reuniões e reforço da fiscalização na fronteira. “Visitaremos as propriedades nesta fronteira e enfatizaremos o monitoramento do trânsito de animais”. O controle será feito em todos os municípios próximos ao Paraguai. “Amanhã [22] vamos a Bela Vista, Ponta Porã e Eldorado. Na sexta [23] estaremos em Amambai. Em todas as cidades, conversaremos com as lideranças locais para alertá-las sobre a necessidade de um cuidado especial da classe pecuária nesse momento”, revela.  

Além do superintendente, a equipe que realizará as visitas conta com a secretária Tereza Cristina e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel.

Para intensificar a segurança na região fronteiriça, mais profissionais foram designados para trabalhar no local. “As forças armadas estão em operação até o próximo dia 27 com profissionais do ministério dos Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Tudo para duplicar as equipes volantes que transitarão pela fronteira. São veterinários acompanhados por policiais militares de Mato Grosso do Sul”, conta o superintendente.

Baez revela que torce para que a situação seja resolvida com rapidez, mas enfatiza que neste caso, é necessário agir com cautela. “Não permitiremos, em momento algum, o trânsito de animais do Paraguai para o Brasil. Torcemos para que o país saia desta situação o mais rápido possível, mas essa movimentação está absolutamente proibida”.

Pecuária nacional

A situação no Brasil está controlada, a vacinação de rebanhos em regiões fronteiriças foi fortemente supervisionada, mas a proximidade com o Paraguai ainda é um fator preocupante. “O problema não é só do Paraguai, é de todos nós. Estamos na mesma região. Se o Paraguai está bem, nós estamos bem e vice versa”, afirma Baez.

O Ministério da Agricultura colocou oficialmente todo seu corpo técnico e operacional à disposição das autoridades paraguaias, para o caso de haver o interesse do país em desenvolver uma ação conjunta para a solução do problema. “É de total interesse do Brasil que o Paraguai resolva o problema”, conclui o superintendente.

Camila Bertagnolli

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