O governo de Mato Grosso do Sul decidiu proibir oficialmente a entrada de produtos e subprodutos orgânicos e agropecuários oriundos do Paraguai.
O decreto foi assinado pelo governador André Puccinelli na última sexta-feira (23) e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda (26).
De acordo com a publicação, a decisão foi tomada como forma de garantir a saúde animal e vegetal no Estado. As medidas valem para produtos oriundos ou não de frigoríficos ou abatedouros paraguaios.
A restrição é de caráter temporário e de urgência. O decreto tem vigência de cinco dias, prorrogáveis por até mais dez dias.
A exceção na proibição de entrada no Estado é para produtos e subprodutos de origem animal e vegetal que tenham passado por processo industrial suficiente para tornar inativo o vírus da febre aftosa, desde que esses produtos passem pelas barreiras sanitárias e possuam a devida documentação.
Foco
Na noite do último dia 18, autoridades paraguaias confirmaram a existência de um foco de febre aftosa em uma propriedade rural no Departamento de San Pedro, cerca de 150 km da fronteira com Mato Grosso do Sul.
A declaração oficial do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa) confirmou que em um lote de 100 cabeças de gado, foram detectados 13 animais contaminados.
A inspeção aconteceu na fazenda Santa Helena, cujo dono é presidente regional da Associação Rural do Paraguai, Sigfrido Baumgarten. O proprietário garantiu que cumpriu com a vacinação de todo o rebanho e pediu a Senacsa que investigue a origem do foco.
Camila Bertagnolli
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