“Se todas as medidas foram tomadas e elas estão sendo tomadas não haverá prejuízo econômico para Mato Grosso do Sul”, garantiu o governador André Puccinelli durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (6).
Entre as medidas está o auxílio da Marinha em 14 pontos da fronteira de Mato Grosso do Sul; a Operação Boiadeiro, que colocou 100 homens do Comando Militar do Oeste auxiliando na vistoria da documentação dos caminhões que transportam gado; a Operação Sentinela foi mantida pelo Exército que também contribui para a fiscalização.
“Mas o pior são as capriteiras, que é aquele gado que vai passando de uma fazenda a outra. Esse tipo de ação também está sendo monitorada. Temos a ajuda ainda da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Se tiver alguma situação irregular o cidadão vai pagar multa e pode ser preso”, explicou o governador.
Outra medida é a convocação de mais 35 médicos veterinários. As ações para o combate contra a febre aftosa na fronteira foram intensificadas após foco de febre aftosa detectado em San Pedro, no Paraguai na última segunda-feira (2). Apesar do foco ter surgido no Paraguai, o governador não responsabiliza o país vizinho pelo surgimento da doença.
“O vírus não é paraguaio ou brasileiro, o vírus é circulante. Independente do país, todos precisam combatê-lo, pois tiver gado com aftosa terá o comércio de carne liquidado”, destacou.
O Brasil deve auxiliar o Paraguai e outros países no combate a aftosa. “Da outra vez, demos 1 milhão de doses de vacinas para o Paraguai, eles aceitam e querem a nossa ajuda, se for preciso”, lembrou.
De acordo com André Puccinelli, no plano plurianual já eram previstos recursos de 87 milhões para Mato Grosso do Sul para manutenção, custeio, técnicos e vacina contra a febre aftosa. Desse total, 16 milhões já foram repassados, mas ainda não foram totalmente gastos.
Adriana Oliveira
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