Uma caravana formada por produtores rurais, comerciantes, técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Vegetal e Animal – Iagro, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul – Silems, e um médico veterinário , esteve em Minas Gerais dos dias 21 a 25 de maio, onde foram realizadas visitas às fábricas e contato direto com produtores locais do tradicional queijo minas.
Patrimônio cultural imaterial brasileiro desde o ano de 2008, o queijo minas passa por um rigoroso processo de fabricação, para que as propriedades sejam mantidas em todas as peças. São cuidados que vão desde a ordenha, até a inserção da quantidade correta de coalho e do chamado “pingo”, soro que escorre do queijo já prensado.
A visita é uma tentativa de adequação a legislação sanitária, já que desde o final de 2011, quando houve grande apreensão de peças de queijo caseiro os produtores locais buscam uma solução para obtenção de um selo que ateste a qualidade dos produtos. “Queremos oportunizar a melhoria na qualidade dos produtos, para tanto, será elaborada uma legislação específica, garantindo assim, um padrão de qualidade ao queijo caseiro”, relata Luiz Marcelo Araújo, fiscal agropecuário do MAPA.
“Agora conhecedores da realidade da região de Minas, vamos cobrar as autoridades locais a elaboração de um projeto técnico para que possamos fornecer um produto de qualidade à comunidade local”, revela Evandro Nunes dos Santos, que esteve com a caravana, representando o Silems.
Os produtores e comerciantes agora aguardam a elaboração de uma legislação específica e um manual de boas práticas, para obtenção de um selo de qualidade, que atesta a origem do produto e que este foi produzido nas condições estabelecidas.
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