O Diário Oficial do Estado publicou no último dia 18, lei de número 4.208, que declara o Cavalo Pantaneiro como Patrimônio Histórico, Cultural e Genético do Estado. Uma raça única de equinos, que se adaptou como nenhuma outra ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira. Os animais introduzidos na região multiplicaram-se e formaram uma raça muito bem adaptada às condições ecológicas do Pantanal. Isto foi fruto da ação da seleção natural durante centenas de anos. Desde a implantação de fazendas no Pantanal, o cavalo pantaneiro tem sido importante para a lida do gado e como meio de locomoção para os habitantes da região.
Apesar das suas qualidades, a raça quase chegou à extinção devido a fatores como doenças e cruzamentos indiscriminados com outras raças. O trabalho feito por instituições como a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro (ABCCP), criada em 1972, evitou a extinção da raça, que hoje se encontra em estado vulnerável, o que ainda necessita de programas específicos para a sua conservação.
Um dos principais motivos para a conservação do cavalo pantaneiro é o seu valor genético. Adaptada de maneira singular às condições do Pantanal, a raça apresenta hoje uma grande utilidade no manejo do gado de corte, principal atividade econômica da região.
Nos quatro leilões anuais especializados da raça – Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e Poconé e Cuiabá, no Mato Grosso, os preços alcançados por alguns exemplares têm batido recordes históricos. No leilão deste ano em Cuiabá, em julho, a égua Herança e o cavalo Debochado, astros da abertura da novela ‘Paraíso’ da Rede Globo, foram arrematados por R$ 148 mil e R$ 64 mil, respectivamente. Os preços crescentes mostram um mercado promissor e grandes chances de conservação para a raça.
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