Cerca de 200 índios da etnia terena voltaram a retomada nesta sexta-feira a fazenda Buriti, um dia depois da violenta ação policial para reintegração de posse. Eles montaram acampamento ao lado da sede queimada durante confronto com a Polícia. A promessa das lideranças é transformar a fazenda na Aldeia Oziel Gabriel, em homenagem ao terena morto no confronto com a Polícia.
O velório do indígena Oziel Gabriel, de 35 anos, - morto nessa quinta-feira em confronto na reintegração de posse da fazenda Buriti continua na Aldeia Córrego do Meio. O sepultamento está programado para às 16h, meia hora antes do ritual da cultura terena.
Por decisão da viúva de Oziel, Samir Gabriel, foi rejeitada a proposta de uma nova autópsia. De acordo com o irmão da vítima, Jabes Gabriel, de 41 anos, o procurador Emerson Kalif Siqueira, do MPF (Ministério Público Federal), ligou revelando a possibilidade de levar o corpo para Brasília onde seria feito o novo procedimento para definir o calibre do projétil que atingiu o terena.
Nessa quinta, o corpo seguiu do hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa direto para a Pax Bom Jesus, sem passar pelo IML (Instituto Médico Legal). A plantonista do IML não estava na cidade e viajou com a chave do local. Então, dois médicos-legistas foram a Pax Bom Jesus.
O laudo assinado pelo médico-legista Walney W. Pereira aponta que o óbito foi por choque hipovolêmico decorrente de ferimento por arma de fogo. Conforme o laudo do legista, ele foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas.
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