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Imagens da fazenda Cambará são divulgadas por site de Sidrolândia após retomada

3 junho 2013 - 11h35 Por Mariana Anjos / Com Informações Região News

A reportagem do site Região News esteve na sede da fazenda Cambará nesta segunda-feira (03/06) acompanhado de Beones Gabriel (irmão de Oziel) morto em confronto com a Polícia Federal no dia 30 de maio. Foi à primeira equipe de reportagem a adentrar a propriedade depois de sua retomada no último sábado.

Um grupo de 100 índios terenas das Aldeias Água Azul e Lagoinha retomaram no sábado à tarde, por volta das 13 horas, a Fazenda Cambará, propriedade de 1.200 hectares vizinha a Buriti, onde o processo de reintegração de posse na última quinta-feira teve um desfecho trágico, com uma morte e vários feridos.

Os índios atearam fogo nas casas da propriedade e estão ajudando na retirada de aproximadamente 1.200 cabeças de gado que eram mantidas no pasto. O proprietário da Cambará, Vanni Filho, registrou a retomada como esbulho possessório na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro de Campo Grande.

Ele disse que orientou os funcionários da propriedade, a deixarem a fazenda para evitar qualquer confronto com os índios. Nesta mesma região, próxima as aldeias da Reserva Buriti, estão ocupadas as fazendas Santa Clara, Buriti, Santa Helena, Querência São José e 3R. Estão no perímetro de 17 mil hectares localizados entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, que os índios reivindicam como terra indígena.

Das 33 fazendas, 9 estão ocupadas por indígenas, sendo elas Água Doce, Bom Jesus, Cambará, Santa Clara, Buriti, Querência, Três R, Santo Antônio, Florida.

Capsulas

Cápsulas de três diferentes calibres foram encontradas na fazenda Buriti, local onde o índio Oziel Gabriel, 35 anos, foi baleado. Ele foi ferido durante o cumprimento da decisão judicial de reintegração de posse e morreu, em seguida, no hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

De acordo com o procurador Emerson Kalif Siqueira, do MPF (Ministério Público Federal), foram recolhidas casulas de calibre ponto 40, usualmente utilizada pela PM (Polícia Militar), 9 mm e ponto 45, utilizadas pela PF (Polícia Federal). O MPF pediu uma nova autópsia no corpo, que foi realizada no último sábado.

Vieram a Campo Grande um perito da polícia e outro da Secretaria Especial de Direitos Humanos. O novo procedimento tenta determinar que tipo de projétil atingiu a vítima.

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