Organizada pelos movimentos sociais populares de Mato Grosso do Sul, a Marcha dos Povos da Terra começou na manhã desta segunda-feira em Anhandui com aproximadamente 1000 pessoas, dando inicio às Jornadas Unitárias de Luta em Mato Grosso do Sul.
A marcha, que segue para Campo Grande, conta com estudantes, militantes de sindicatos, entidades e organismos de defesa dos direitos humanos, para reivindicar a demarcação das terras indígenas, titulação e demarcação dos territórios quilombolas e exigir a reforma agrária que esta parada no Estado.
Segundo os organizadores das Jornadas de Luta, o poder econômico e político, as transnacionais, o Governo Federal e Estadual, têm usado como o argumento um império ideológico inserido em frases como: “os indígenas têm que se integrarem à economia nacional”, falácias como “o desenvolvimento não pode parar”; “reforma agrária já foi feita, agora precisa melhorar os assentamentos”, entre outros.
Para o grupo, o que o governo quer é esvaziar os campos e as terras e deixá-los nas mãos de investidores e invasores estrangeiros, das transnacionais da monocultura, dos agrotóxicos, e das financeiras agropecuárias.
A marcha que se iniciou hoje vai durar quatro dias, com o objetivo de dar visibilidade à problemática fundiária no Estado, fomentar estudos e formação política dos participantes da marcha, que segue pela BR 163.
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