A Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), juntamente com a Associação de Criadores de MS (Acrissul), defende a necessidade da atuação das forças armadas em Mato Grosso do Sul. A proposta foi apresentada pelo presidente da Famasul, Eduardo Riedel, a produtores reunidos na manhã dessa segunda-feira (03), na Acrissul, e será levada nesta terça (04) à bancada federal do Estado, em Brasília.
As duas entidades emitiram uma nota na qual relatam que o pedido de intervenção levado em diversas ocasiões ao governo federal, alertando para o risco de violência, foi continuamente ignorado. Depois da reitegração de posse da Fazenda Buriti, realizada pela Polícia Federal, na qual foi morto o índo Oziel Gabriel, os indígenas invadiram outras três fazendas, chegando a 65 as propriedades invadidas no Estado.
Além da Buriti, a sede de outra propriedade foi queimada, gerando ainda mais insegurança entre os produtores. “Sou o novo sócio do clube dos invadidos. Mas essa conta não é minha”, lamenta o produtor Nilton Carvalho da Silva Filho, proprietário da Fazenda Esperança, invadida na última sexta-feira, em Aquidauana.
O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, justifica a necessidade das forças federais para garantir a ordem púbica e evitar novas invasões. “Vemos hoje no estado uma resistência injustificada a ordens judiciais como se fossem meros mecanismos de reivindicação. Vivemos um quadro de desobediência civil e precisamos restabelecer o estado democrático de direito”, avaliou.
Dirigentes das duas entidades buscam, em reunião, o apoio de deputados estaduais e senadores à atuação das forças federais no Estado.
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