Devido às baixas temperaturas e geadas que afetaram diversas regiões do Centro-Sul de Mato Grosso do Sul a operacionalização da colheita de cana-de-açúcar pode ter problemas nas unidades produtoras e até mesmo diminuir a expectativa de produção da matéria-prima na safra 2013/2014.
No entanto, o impacto só poderá ser mensurado, em média, sete dias após o fim das geadas, conforme o comitê técnico da Associação dos Produtores de Bioenergia de MS (Biosul).
Pelo segundo dia consecutivo, a geada atingiu cidades do Estado, segundo informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Em Dourados, por exemplo, as temperaturas atingiram 0,7ºC negativos, na madrugada de quarta-feira (24) e, na de hoje, os termômetros marcaram 1,8ºC. Em ambas as noites a geada encobriu as lavouras.
De imediato, os danos surgirão nas áreas plantadas – a cana precisará ser colhida imediatamente para evitar a perda de qualidade da matéria-prima. “Como cada usina trabalha com uma capacidade de moagem diária, caso não consigam colher as plantas afetadas, a lavoura poderá ser perdida”, explica o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho. Com isso, as unidades produtoras terão de alterar os projetos de moagem para produção de açúcar, álcool e bioenergia.
Nas áreas de plantio, as mudas podem ser diretamente afetadas. “Se as baixas temperaturas atingirem a gema apical da planta, o replantio da lavoura será necessário, o que implica um investimento muito alto e fora do planejamento inicial das usinas”, explica Hollanda.
Conforme as previsões do Inmet, as temperaturas começam a subir a madrugada de hoje. Com isso, medidas de controle e manejo do canavial, bem como a reavaliação de safra serão discutidas na Biosul.
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