O analista técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Lucas Galvan, destaca que já é habitual a incidências de alguns casos de ferrugem, favorecidos pelo aumento do volume de chuvas e, consequentemente, elevação da umidade. Na safra passada foram registrados 32 casos da doença no Estado. “Com o calor habitual da época cria-se o ambiente ideal para o desenvolvimento do fungo causador da ferrugem asiática,” informa Galvan.
O novo presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), Maurício Saito, reforça que a melhor forma de evitar a doença nos próximos ciclos é o monitoramento constante das lavouras e o cumprimento do vazio sanitário, período em que os agricultores deixam de plantar para inibir o aparecimento de pragas e doenças. “O vazio sanitário deve ser cumprido com seriedade e o monitoramento das lavouras tem de fazer parte da rotina do agricultor, a ponto de que ele identifique a doença e a elimine em tempo hábil”, recomenda. Na avaliação do dirigente, o produtor rural sul-mato-grossense tem se mostrado atento e hábil no controle de pragas e doenças da lavoura.
Foram registradas 224 ocorrências da ferrugem asiática no Brasil, com maior incidência em Goiás (84), seguido de Rio Grande do Sul (40), Paraná (31), Mato Grosso (24) e Mato Grosso do Sul (23). A safra de soja sul-mato-grossense atingiu nesta terça-feira (28) 4,5%, o equivalente a 99 mil hectares dos 2,2 milhões dedicados à cultura.
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