Mato Grosso do Sul dá continuidade ao processo de identificação individual eletrônica de bovídeos contando com um dos sistemas mais modernos do País, enquanto alguns estados brasileiros iniciam este trabalho, como parte do projeto para evolução de seu status sanitário.
O instrumento é importante para prevenir problemas sanitários e a gestão sanitária individual, estratégica para que o Brasil possa adotar ações padronizadas que resultem em alimentos seguros, com garantia de origem e associados à sustentabilidade produtiva.
Iniciado há quatro anos, o trabalho de identificação individual eletrônica de bovídeos já identificou 390.497 animais em oito dos 13 municípios que compõem a antiga ZAV, restando aproximadamente 381.818 animais para conclusão do trabalho.
Segundo o presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, em um primeiro momento, para cumprir com suas obrigações quanto à identificação de animais no Estado, a agência utilizou brincos de identificação visual com uma numeração controlada e transferida manualmente à base de dados da agência.
Conforme Luciano, o sistema apesar de ter atendido as exigências em vigor, mostrou-se ineficiente, frágil quanto à segurança e de difícil gestão operacional, motivos pelos quais o Governo do Estado, na ocasião, decidiu pesquisar e buscar uma solução tecnológica que permitisse de forma eletrônica um controle mais eficiente, confiável e que facilitasse a gestão sanitária dos rebanhos pelo órgão de defesa sanitária e pelos os produtores rurais. “Pela superioridade do sistema de alta frequência (UHF), esta tecnologia foi utilizada para a implantação do sistema de controle de rebanhos daquela região – antiga ZAV – como forma de prevenir o ingresso e disseminação de enfermidades, como a febre aftosa”, disse.
Segundo recente publicação da Embrapa, a identificação individual é elemento essencial em qualquer estratégia de segurança e defesa sanitária animal e independentemente do método, contribui de forma inconteste com informações para estratégias de combate a doenças, monitoramento da eficiência de vacinas, consolidação de sistemas de informação e vigilância nos âmbitos nacional e internacional, redução de inconsistências na identificação tanto durante a inspeção quanto em diagnóstico clínico e laboratorial, além de sua eficiência na otimização do efetivo controle de movimentação animal, seus produtos e subprodutos.
Neste projeto, com uso de um terminal móvel, todos os dados da resenha animal (Raça, Sexo, Idade, Aptidão) e a inscrição estadual do proprietário são gravados, de forma individual, em brinco eletrônico com numeração aprovada pelo Mapa no padrão SISBOV, e são transmitidos rapidamente para a base de dados da Iagro, sendo inclusive a evolução da idade (ERA) dos animais, realizada de forma automática pelo sistema.
Garante-se desta forma a segurança e a qualidade do rastreamento, além de permitir a audibilidade das informações gravadas no brinco eletrônico, podendo as mesmas serem lidas individualmente no animal e impressas a qualquer momento. O sistema registra ainda, as coordenadas de georeferenciamento (GPS) do local onde os procedimentos estão sendo realizados, fortalecendo a credibilidade do serviço de defesa agropecuário. Esta ferramenta apresentou ainda outras vantagens como controle individualizado do trânsito de animais, controle individualizado do estoque dos estabelecimentos rurais.
O trabalho de identificação nos municípios que compõe a antiga ZAV é gratuito e está sendo realizado atualmente em Corumbá com três equipes. A previsão é de que sejam concluídos nos próximos 60 dias. Conjuntamente, a Iagro realiza a vacinação contra a febre aftosa que é gratuita apenas para assentados, quilombolas e bovídeos da periferia.
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