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Saúde

Issam Moussa e Antônio Lastória assumem diretoria da Santa Casa

15 junho 2011 - 08h58 Por Markito

A Junta Administrativa da Santa Casa de Campo Grande é assumida por dois novos membros, o médico Issam Moussa, ex-diretor da Maternidade Cândido Mariano, e o diretor-geral de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, Antônio Lastória.

A informação foi confirmada na reunião realizada hoje pela manhã no hospital.

Uma nova reunião será realizada na sexta-feira (17). Desta vez com a presença da secretária estadual de Saúde Beatriz Dobashi, que está em Brasília.

Na ocasião, será analisado se o hospital vai passar por mais mudanças administrativas. Há possibilidade de um terceiro nome para participar da administração da Santa Casa.

Demissão

Perto de completar um ano no comando da Santa Casa de Campo Grande, Jorge Martins pediu demissão da presidência da Junta Administrativa, que representa Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande na gestão do hospital. De acordo com Martins uma série de fatores o levou a tomar essa decisão.

“Enviei uma carta ao prefeito Nelsinho Trad, 60 dias atrás pedindo demissão. O Nelsinho pediu que eu ficasse um ano, que completaria agora dia 2 de julho. Cumpri meu compromisso com o prefeito”, disse Jorge Martins em entrevista aoMSREPÓRTER.

Segundo ele, todos têm uma visão equivocada quanto aos problemas da Santa Casa, “que não é dela” e é impossível fazer em 11 meses, o que não fizeram em 100 anos.

“O impossível até conseguimos, mas milagre só Deus”.

Jorge Marins disse ainda que por várias vezes disseram que o problema maior do hospital é a gestão e agora então vai deixar os interventores a vontade para escolherem que vai substituir o cargo.

Intervenção

Em janeiro de 2005, o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) decretou intervenção na Santa Casa de Campo Grande (MS), considerada a quarta maior do país. Pelo decreto, a prefeitura assumia a partir daí o controle da instituição. Foi o primeiro caso no país, onde ocorreu o afastamento total da diretoria de um hospital privado.

Apesar de o hospital ser privado, Trad Filho baixou o decreto baseando-se na lei federal 8.080/90 que regula os serviços de saúde no país.A lei diz que o poder público pode "requisitar bens e serviços" de empresas, quando houver "situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias". 

Karla Lyara

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