Com a confirmação do primeiro caso do ano da gripe A-H1N1 em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) considerou como isolado o caso registrado em Ponta Porã.
Exames confirmaram na última semana que uma mulher de 64 anos, que não se imunizou contra a gripe mesmo pertencendo ao grupo populacional priorizado pela Saúde, foi infectada pelo vírus Influenza H1N1.
Segundo o secretário-adjunto de saúde, Eugênio Martins de Barros, todas as medidas em relação à vacinação foram tomadas na campanha realizada nos meses de abril a junho. “Em Mato Grosso do Sul, mais de 400 mil pessoas foram vacinadas, o que contribuiu para que a transmissão do vírus fosse interrompida”, afirma.
Ainda de acordo com o secretário-adjunto, trata-se de um caso isolado e não há motivo para preocupação por parte da população. “A paciente de Ponta Porã já está em tratamento e consideramos esta ocorrência como um caso isolado. Detectamos outros casos suspeitos, mas todos eles foram negativos, após a análise em laboratório”, disse. Ele afirma que a SES já esperava que casos da doença pudessem ocorrer neste período. “Estávamos preparados para possíveis casos da gripe A desde o início do inverno, que é um período com clima propício para a proliferação do vírus da gripe e outras infecções respiratórias, porém o único caso foi registrado agora, fim de agosto, período que consideramos como final para esta proliferação do vírus”, explica.
Barros aposta que a prevenção é a melhor maneira de se evitar o vírus. "Pedimos para que as pessoas mantenham as medidas básicas de prevenção, como lavar as mãos com água e sabão com freqüência e não compartilhar talheres e objetos de uso pessoal”, conclui.
A campanha de vacinação foi encerrada em junho. As metas foram alcançadas, exceto para o grupo de gestantes que ficou em 53% de cobertura. A vacinação foi estendida enquanto havia vacina, priorizando-se, então, outros grupos de população com risco - como os diabéticos, os renais crônicos e, inclusive, internos dos presídios do Estado.
Prevenção
De acordo com a SES, a rede pública de saúde está abastecida com os remédios necessários para o tratamento da gripe. A orientação da Secretaria é que a população, principalmente os chamados grupos de risco (gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, idosos, indígenas e profissionais de saúde), mantenham as medidas básicas de prevenção.
Também é importante manter os ambientes limpos e ventilados, sobretudo locais úmidos e frios, que favorecem a multiplicação do vírus. A higienização das mãos com álcool gel é indicada na prevenção em locais públicos e com grande circulação de pessoas.
Aos primeiros sinais de febre (com temperatura maior que 38°), tosse e dor de garganta, o paciente deve procurar imediatamente um posto de saúde, para que sejam feitos os exames iniciais. Durante o atendimento, o médico fará a avaliação e coleta de material, que será encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
Em caso de confirmação, o tratamento através de antivirais, como o Oseltamivir deve ser iniciado em até 48 horas do início dos sintomas. Após este período, perde a eficácia.
Camila Bertagnolli/Com informações do Notícias MS
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