Os médicos de Mato Grosso do Sul aderiram à mobilização nacional que vai acontecer na próxima quarta-feira (21), em que os médicos do Brasil vão paralisar o atendimento aos planos de saúde. A decisão, aceita pelas entidades médicas do Estado, foi tomada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), que é composta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).
Conforme o Conselho Regional de Medicina (CRM-MS), Associação Médica (AMMS) e Sindicato dos Médicos (SinMed), o protesto terá duração de 24 horas e tem como objetivos alertar a população para os abusos cometidos pelas operadoras dos planos de saúde e pressioná-las à negociação pelo reajuste dos honorários e procedimentos médicos.
Conforme as entidades, há meses que os médicos lutam por honorários em todo o país, e buscam a negociação dos valores pagos, que, para eles, estão totalmente defasados. Várias operadoras não aceita negociar ou apresentam propostas com valores irrisórios para consultas e demais procedimentos.
Em 21 de setembro então, será realizado o Dia Nacional de Suspensão do Atendimento aos Planos de Saúde. Os médicos de todo o país estão sendo orientados a suspender as consultas e procedimentos eletivos de pacientes conveniados aos planos de saúde, garantindo o agendamento dos pacientes para novas datas e mantendo os atendimentos de urgência e emergência.
Só este ano, esta será a segunda mobilização nacional dos médicos em defesa da valorização profissional. No último dia 7 de abril, também foi realizada paralisação do atendimento aos planos de saúde em todo o Brasil.
Eles protestam contra os baixos honorários médicos, a interferência dos planos de saúde na autonomia do médico e pela regularização dos contratos, para que sejam estabelecidos critérios de reajustes por parte das operadoras, hoje inexistentes.
Em Mato Grosso do Sul e em mais oito estados, será suspenso o atendimento a todas as operadoras - no Ceará, Espírito Santo, Maranhão, em Mato Grosso, Minas Gerais, no Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins. A lista dos planos que serão alvo da paralisação está disponível no site do CFM, no endereço eletrônico www.cfm.org.br.
Ana Maria Assis
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