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Saúde

Adolescente de Campo Grande consegue liminar para fazer cirurgia da coluna no Paraná

28 fevereiro 2012 - 05h04 Por Markito

Com a orientação de uma defensora pública, um adolescente de 16 anos conseguiu, em liminar inédita na Justiça de Mato Grosso do Sul, o custeio para uma cirurgia fora do Estado. Ele conseguiu realizar o procedimento, o enxerto de osso, popularmente conhecido como “transplante de osso”, em Curitiba, no Paraná.

Hoje, pouco mais de um mês após a cirurgia, o adolescente se recupera do procedimento realizado em Curitiba (PR). Ele tinha curvatura de 70 graus na coluna quando realizou a cirurgia, agora sua postura voltou ao normal e ele realiza acompanhamento periódico na capital paranaense.

A mãe dele, Vanessa Vieira, acompanha a recuperação do filho. “Vai fazer um mês e meio, e para ele foi muito bom. Foi o melhor. Dois médicos fizeram a cirurgia e o processo agora de recuperação é lento”, disse a mãe ao MSREPÓRTER. Ela explicou que além da parte física, ele recupera o lado emocional, pois a percepção corporal dele mudou.

De dois em dois meses ela e o filho retornam à Curitiba. Vanessa também destacou que a esclerose do filho é neurológica, portanto, mais complicada, e não poderia ser feita com osso sintético, como seria aqui em Campo Grande. A mãe do adolescente buscou especialistas no Paraná, que possui um centro de referência na área e um banco de ossos.

A família é de Campo Grande e procurou a Defensoria Pública do Estado em agosto de 2011. Desde janeiro do mesmo ano, a mãe tentava a cirurgia junto ao plano, mas quando viu que não teria acordo, resolveu ingressar com ação. “Sei de várias pessoas que precisavam de algum benefício para garantir a sua saúde e conseguiram por meio da Defensoria Pública, então tinha certeza do trabalho que eles fazem”. A mãe já havia tentado o procedimento pelo Cassems, e o plano autorizou a cirurgia, no entanto, definiu que teria que ser feita na Capital e por um médico credenciado ao plano.

A Defensoria Pública conseguiu liminar do juiz Luiz Gonzaga Mendes Marques, da 4ª Vara Cível da Capital, para realizar a cirurgia em Curitiba.

A defensora pública Glória de Fátima Fernandes Galbiati foi quem fez o pedido inicial da ação, com o acompanhamento da defensora pública Eliana Etsumi Tsunoda.

Ana Maria Assis

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