Jogadores, amigos e familiares da equipe de futebol amadora União saíram de casa cedo neste sábado (24) para mais uma ação de solidariedade. O grupo se reuniu no Hemosul de Campo Grande para doar sangue e fazer o cadastro de doadores de medula óssea.
Sebastião Joaquim Soares, de 46 anos, é um dos integrantes do time. Depois de muitos anos sem doar sangue, Soares comemora a ação de hoje que o levou para deixar um pouco de si, que é muito para quem precisa. “Estava há 15 anos sem doar sangue e hoje voltei”, conta.
Outro doador é o José Joaquim, de 44 anos. A última vez que doou sangue foi em 2007. “Hoje estou retornando. Iniciativas como essa são importantes porque além de ajudar nós faz se sentir útil”, conta.
Ele foi um dos fundadores do time, que inicialmente foi criado somente para reunir amigos no futebol, e depois se transformou em um grupo de voluntários que “jogam pela vida” como diz a camiseta da campanha.
Hoje são mais de 100 pessoas. O grupo já realizou diversas ações sociais como a campanha “Natal Solidário” e a arrecadação de cestas básicas para os moradores do Bairro Tiradentes.
Daniela Pires, de 26 anos, que começou a participar das ações solidárias do time este ano, é amiga de um dos integrantes. Ela conta que gostou muito da iniciativa deste sábado. “É importante para ajudar uma pessoa a voltar a sua vida normal, se recuperar de uma cirurgia, ter saúde”, conta.
É a primeira vez que o grupo realiza um mutirão para doação de sangue. “A ideia surgiu a partir da própria imprensa, porque a gente vê que sempre estão precisando de doadores. Então, porque não fazer o bem para ajudar o próximo e fazer essa doação”, explica Júlio Cesar, zelador, 33 anos, que é o idealizador da campanha deste sábado.
A ação de hoje, além de ser um ato solidário, é um ato inédito na vida de Júlio Cesar. “É a primeira vez que vou doar sangue”, conta sorrindo.
A expectativa é que cerca de 50 pessoas compareçam ao Hemosul para fazer a doação. “Nós também vamos fazer o cadastro de doador de medula óssea para ver se alguém é compatível com o Victor, que precisa urgente de um doador”, disse se referindo a Victor Hugo Coelho Pereira, de 14 anos, que há quase 3 anos luta contra a leucemia.
Nas últimas semanas, a mãe do menino, Dirce Aparecida Coelho, de 44 anos, realizou várias campanhas para encontrar uma pessoa que possa salvar a vida do filho.
De acordo com a responsável pelo setor de medula óssea do Hemosul, Lucéia Maria Fernandes da Silva, a ação é fundamental para ajudar o Victor e muitas outras pessoas que estão passando pela mesma situação.
“Fazendo o cadastro no Hemosul, a pessoa pode salvar a vida de qualquer pessoa do Estado, do país ou até mesmo fora do país que está precisando com urgência de um doador compatível”, explica.
Sobre a doação de sangue, Lucéia ressalta a importância de mutirões em grupos como o que o time União realiza. Ela conta que, durante a semana, os militares fizeram doações em razão dos 25 anos da Polícia Militar Ambiental e hoje a ação dos jogadores.
“Muitas vezes, as pessoas são solidárias, mas não tem tempo de vir até o Hemosul fazer a doação. Vindo em grupo com amigos, com colegas do trabalho ou com a família é mais fácil. Além disso, um estimula o outro a ser doador e com isso o número de doadores é cada vez maior”, comemora.
Adriana Oliveira
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