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Saúde

Sem receber o 13°, enfermeiros de Maracaju decidem pela paralisação

29 dezembro 2012 - 11h51 Por Ana Paula Duarte/ Com informações Tudo do MS

Moradores de Maracaju, 150 quilômetros da capital, começam a sentir o reflexo do atraso do pagamento dos salários e 13º dos servidores municipais e da Associação Beneficente do município.

Na cidade o assunto repercutiu a partir da mobilização que aconteceu na manhã desta sexta-feira (28), quando os enfermeiros da ABM Soriano Correa da Silva não recebeu o seu 13° salário e partiram para mobilização. A população que já estava temerosa com o caos na saúde, passa a viver dias de angustias com o agravamento da situação no setor. Os serviços de saúde na cidade também está funcionando precariamente. O posto de saúde central está fechado, o hospital municipal só atende urgência emergência.

Com o 13° salário dos enfermeiros atrasado, Lazaro Santana, presidente do Sindicato dos Enfermeiros no MS veio a Maracaju. Ele participou da assembleia com os enfermeiros, declarou que já foi chamado por diversas vezes na cidade para resolver as questões de atraso nos salários dos enfermeiros do município. Em entrevista ele falou do descaso para com os trabalhadores do Hospital, disse também que em assembleia foi votada a paralisação e será da categoria a decisão. "Por diversas vezes já fomos chamados a Maracaju, temos aqui várias ações ingressadas com relação a atrasos de pagamentos, férias que o enfermeiro recebe e não recebe os seus direitos, agora desde o dia 20 o 13° salário está atrasado, sem previsão de quando será pago," disse.

Com os serviços de saúde em Maracaju comprometido no único pronto-socorro e hospital que atende urgência e emergência, muitos funcionários estão revoltados pela do 13° falta de pagamento. O chefe da Enfermagem o enfermeiro Fernando Scotch afirmou que eles ainda não paralisaram por se preocuparem com a comunidade. “Nós atendemos até aqui normalmente. Casos mais graves a gente vai continuar atendendo. Trabalhamos com vida e os pacientes não têm culpa de a gente não receber”, disse o enfermeiro Fernando. Para Fernando os baixos salários, os atrasos mensal nos recebimentos e não recebimento do 13° salario, tem que ser resolvido para minimizar o problema. Ninguém da Prefeitura do município foi encontrado para falar sobre o assunto.

Segundo Lazaro, tentou por diversos momentos um dialogo, só em 12 recebeu comunicado de atraso de salários por diversas vezes e que a paralisação será feita de três horas por turno, até que se resolva o problema, como último recurso encontrado. O presidente da ABM Soriano Correa da Silva, Ariovaldo Boer, que é o secretario de saúde, disse que em resposta aos atrasos, não pode responder porque a entidade não tem recurso próprio e que depende dos repasses, que são feitos atrasados e são insuficientes. "Temos R$ 150 mil de repasse, é pouco, não dá. Praticamente nos últimos meses a comunidade ajudou a manter a entidade. Com relação ao 13° fui informado que não tem dinheiro, que Maracaju recebeu de adiantamento do ICMS R$ 51 mil reais que não dá para pagar nem 13° dos funcionários da prefeitura e nem do hospital," disse. Ninguém da Prefeitura do município foi encontrado para falar sobre o assunto.

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