Já utilizada em muitas unidades de saúde do país e mesmo fora dele, a classificação de risco pretende agilizar os atendimentos no Pronto-Socorro de Corumbá. A metodologia separa por cores os casos, dependendo do estágio de urgência. "É um protocolo que é respeitado mundialmente, feita classificação do paciente quando entra no Pronto-Socorro por cor. O vermelho para urgente é destinado àquele paciente acidentado, que chegou enfartando, por exemplo. O amarelo é aquele paciente que chegou na maca, mas que pode esperar alguns minutos para ser atendido. O azul e o verde são os que podem aguardar um pouco mais", descreveu sucintamente a secretária de Saúde de Corumbá, Dinaci Vieira Marques Ranzi.
Ela esclarece que a metodologia não é novidade entre os profissionais da saúde, mas aos pacientes ela ainda não estava assimilada, por isso campanhas para esclarecimento na mídia local devem ser iniciadas. "Corumbá já havia implantando esse serviço e não tinha feito um trabalho de divulgar isso à população, isso não foi massificado. Devido às seguidas reclamações que chegaram até a gente, resolvemos fazer um trabalho de mídia", disse ao lembrar que o atendimento de emergência, por natureza inerente ao Pronto-Socorro, ocupa pequena parcela dos atendimentos diários da unidade local que chega a atender até 300 pessoas.
"Hoje, a maioria dos nossos atendimentos deveria ser realizada nas nossas unidades básicas, mas elas têm deficiências, sobretudo, a falta de médicos, então isso acaba também interferindo no Pronto-Socorro, dando essa demanda muito grande", avaliou ao comentar que a Prefeitura deve contratar, provavelmente esse mês, oito novos médicos para as unidades básicas de saúde.
Pulseiras coloridas
"Vamos fazer um treinamento intensivo a esses profissionais para fortalecer a atenção primária a esses profissionais a fim de que consigamos desafogar essa porta e deixar aqui o estritamente necessário, esse é o nosso objetivo", salientou.
Brevemente, segundo a secretária, as pessoas que chegarem ao Pronto-Socorro receberão pulseiras com a cor obtida após a avaliação de classificação de risco, uma maneira de destacar tanto para o paciente como para a equipe médica, o tipo de tratamento que deve ser aplicado. Para exemplificar, a pulseira azul, que indica que o paciente não está em estado emergencial, implica num atendimento em até 4 horas após ter dado entrada na unidade de saúde.
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