Não dói, não prejudica a saúde e é um ato de solidariedade que ajuda a salvar vidas, mas, ainda assim, a prática de doar sangue está longe de alcançar um patamar desejável. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, apenas 1,9% da população doa sangue, quando o ideal proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que de 3% a 5% dos habitantes de um país sejam doadores. Mato Grosso do Sul está um pouco a frente da média nacional, com 2,5%.
Nesta sexta (14), é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, uma data representativa para alertar a população acerca da importância do ato. Para a presidente da Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Flavia Cristina Robert Proença, a solução para aumentar o estoque nos bancos de sangue é a conscientização da população, por meio de campanhas e divulgação. “É um ato voluntário e salva vidas”, enfatiza Flavia, lembrando que a classe advocatícia tem por obrigação participar de forma periódica e ativa das campanhas.
Flavia argumenta ainda que muitos cidadãos têm dúvidas sobre os procedimentos, o que pode ser mais uma razão da baixa adesão ao ato. A doação de sangue pode ser feita pelo menos uma vez ao ano, por pessoas com idade entre 16 e 67 anos de idade. Para ser um doador de sangue, o cidadão precisa se dirigir até um dos postos de coletas com documento oficial com foto, estar bem alimentado, pesar no mínimo 55 kg, estar com boa saúde e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas doze horas.
O Hemosul é um dos postos de coleta de sangue em Campo Grande. A coleta é gratuita e leva em média 10 minutos, período em que são colhidos 450 ml de sangue. O procedimento inclui ainda o cadastro do doador, uma pré-triagem e a triagem clínica, feita por um profissional de saúde. O Hemosul fica à Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304 e funciona da 7h às 17h30, de segunda a sexta-feira, e no sábado, das 7h às 12h.
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