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Saúde

Estado recebe incentivo para programa ‘Crack é possível vencer’

29 novembro 2013 - 04h47 Por Louíse Lins/Assessoria

Após aderir ao programa ‘Crack é possível vencer’ em 2012, o Governo do Estado já começou a receber os investimentos provenientes da parceria. Na manhã de ontem (28), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, Mato Grosso do Sul recebeu R$ 2,2 milhões em infraestrutura que contempla duas motocicletas, dois veículos Ford Fiesta Sedan, uma base móvel de videomonitoramento e a capacitação que será realizada com policiais militares.

De acordo com o coordenador do programa em MS, delegado André Matsushita, o programa é composto por ações de saúde, educação, assistência social e segurança pública. “Portanto ele visa acolher o usuário na área da saúde, a família do usuário na assistência social e na segurança trabalha com bases de inteligência através da captura de imagens para análise. E assim esperamos realizar da melhor maneira o enfrentamento ao uso de drogas e organismos criminosos” explicou. Ainda segundo Matsushita, o bairro onde será  trabalhado o videomonitoramento já foi definido com base nas estatísticas criminais da Capital e será o Jardim Los Angeles. “No momento estamos aguardando a instalação das câmeras que serão adquiridas pelo Governo Federal e assim que instaladas nós poderemos iniciar os trabalhos”, contou.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), coronel David dos Santos, ações de prevenção e repressão já vem sendo realizadas pela PM. “Estávamos aguardando a base móvel de videomonitoramento que estrategicamente será alocada no Jardim Los Angeles. O crack é uma droga que vem atingindo uma faixa elevada de adolescentes e adultos, que por conta do vício têm entrado para a marginalidade. É importante salientar que usuários tem um tipo de tratamento adequado por parte da força policial e a questão do tráfico também, os quais temos que reprimir com todo vigor”, disse o comandante durante o evento.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, a chegada da nova infraestrutura é mais uma forma de fortalecer as instituições policiais. “Agora os policiais receberão treinamento específico. É preciso que as técnicas e as tecnologias em segurança pública tenham recursos permanentes para que as políticas sejam continuadas e executadas em uma temporalidade curta, média e a longo prazo”, salientou.

Na visão da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o problema do crack não é da segurança pública, mas de saúde. “Temos que dar oportunidade aos usuários de se tratarem e ao mesmo tempo a ele e sua família de refazerem o projeto de vida dentro das políticas sociais. São pessoas que quebraram todos os vínculos, os familiares, os profissionais, e se entregaram normalmente a uma vida itinerante nas ruas. Acredito que com equipamentos de ponta para os policiais podemos quebrar o vínculo do tráfico com o usuário e por meio da inteligência enfrentar as organizações criminosas e o tráfico de drogas”, pontuou.

O Programa “Crack, é possível vencer” foi lançado em dezembro de 2011 e abrange um conjunto de ações interministeriais para enfrentar o crack e outras drogas. Os principais objetivos do programa são aumentar a oferta de tratamento de saúde e a atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico, as organizações criminosas e ampliar as atividades de prevenção. As ações estão estruturada em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.

O Estado e a Capital assinaram o termo de adesão ao programa do Governo Federal em julho de 2012.  O projeto faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.

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