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Saúde

Corumbá registra cerca de 600 casos de suspeita de dengue

4 junho 2014 - 09h35 Por Mariana Rodrigues/Informações Diário Corumbaense

 Corumbá já tem 597 notificações de suspeitas de dengue em 2014. É o que aponta o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde. O levantamento diz respeito ao período que compreende as semanas epidemiológicas 1 até 21. A cidade de Corumbá fechou 2013 com 2.141 notificações e 395 casos positivos.

Ao longo desse ano, de acordo com o boletim, Mato Grosso do Sul registrou 5.940 notificações. Campo Grande lidera as notificações do ano com 2.688 casos suspeitos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Corumbá vem logo atrás da capital sul-mato-grossense. Ladário contabiliza 82 suspeitas este ano.

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual, a incidência em Corumbá e no Estado é classificada como alta. Esse status é calculado de acordo com o quantitativo populacional e o total de notificações. Assim, os municípios são classificados como de baixa incidência abaixo de 100 casos por 100 mil habitantes, moderada de 100 a 300 casos por 100 mil habitantes e alta incidência acima de 300 casos por 100 mil.

O terceiro ciclo do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 05 e 07 de maio, apontou incidência de 2,80%, abaixo do segundo ciclo, realizado em março, quando a infestação estava com 8,11%. Em janeiro, no primeiro ciclo, foi de 4,63%. O índice aceitável pelo Ministério da Saúde é de até 1%.

De acordo com o LIRAa de maio, o bairro Arthur Marinho foi o que apresentou maior incidência, com 10%, seguido do Popular Velha com 8,11; Cristo Redentor com 6,12; Centro América com 5,71, Generoso com 4,55; Nova Corumbá com 4,10; Guarani com 4,00, centro 2 (da Antônio Maria Coelho até a Albuquerque) com 3,95; Previsul com 3,85; Guató com 3,37; Aeroporto com 2,78; Universitário com 1,47; centro 1 (da Antônio Maria Coelho até Edu Rocha) com 1,37; Dom Bosco com 1,16; Popular Nova com 1,12. Os bairros Nossa Senhora de Fátima, Jardim dos Estados, Maria Leite; Beira Rio, Cervejaria e Industrial não apresentaram focos.

Os depósitos utilizados para armazenamento de água ao nível do solo, bem como aos pequenos depósitos móveis (vasos e pratos de plantas, frascos com plantas, bebedouros de animais), continuam responsáveis por 82,20% de infestação (reservatórios com 60% e depósitos móveis com 22,20%). Foram encontradas larvas também nos depósitos fixos e lixo, com 8,90% cada.

A população pode contribuir com o combate e a prevenção da doença. São sugeridos hábitos simples como não deixar água acumulada; manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; manter a caixa d'água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito; manter bem tampados tonéis e barris d'água; encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta; lavar semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água; remover folhas e galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas; jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada; não jogar lixo em terrenos baldios e lavar principalmente por dentro, com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes.

Fique alerta aos sintomas da dengue, que são: febre alta; dor de cabeça; dor atrás dos olhos; dor no corpo e nas juntas; manchas vermelhas no corpo. Em caso de suspeita de dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o serviço de saúde mais próximo. Todo tratamento só deve ser feito sob orientação médica.

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