O Mistério da Saúde em 2016 mudou o calendário de vacinação reduzindo o número de doses de imunização. No entanto, a gerente técnica da Secretária de Saúde do Governo do Estado, Kátia Mongenot, ressalta que a alteração não vai deixar ninguém desprotegido.
Ainda de acordo com a Katia, todas as informações já foram repassadas para as equipes técnicas das prefeituras. Dentre as mudanças estão alteração de doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, esquema vacinal da poliomielite e a dispensa da terceira dose da vacina de papiloma vírus humano (HPV).
Uma das principias mudanças, segundo o Ministério da Saúde, é na vacina HPV. Não é necessária a administração da terceira dose, o esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira. Já as mulheres que vivem com HIV entre de 9 e 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.
Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina contra pneumonia, que passará a ser aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos.
Outra mudança é que a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina injetável na prevenção contra a paralisia infantil. No Brasil, o último caso foi em 1989.
A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.
As doses da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.
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