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Saúde

Estudantes de MS apresentam em feira repelentes e inseticidas contra Aedes aegypti

16 março 2016 - 04h54 Por Da Redação

As irmãs Danielle Matos e Isabelle Matos, alunas da Escola Status Jardim Paulista, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, desenvolveram um óleo à base de folhas de pitangueira – Eugenia uniflora – capaz de, segundo testes iniciais, repelir e matar o mosquito.

Os experimentos de produtos que combatem o mosquito Aedes aegypti, desenvolvidos por estudantes, estão entre os destaques da 14ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorre na Universidade de São Paulo (USP).

“A nossa ideia surgiu a partir de uma observação feita em casa. De quatro pessoas, só três pegaram dengue. Minha irmã, eu e meu pai. A minha mãe foi a única que não pegou. Na mesma semana, ela tinha trocado o perfume e começado a usar um à base da pitanga. Aí surgiu a ideia”, contou Danielle.

O produto aplicado em água parada reduziu em 85% a presença de ovos, mostrando um efeito repelente à fêmea do mosquito. O óleo também foi capaz de matar de 50% a 62,5% as larvas que nasceram dos ovos.

“A gente encontra um pneu em terreno baldio e, quando chover, esse pneu vai ser um possível foco do mosquito. A gente pinga algumas gotas lá dentro e o mosquito vem e não deposita seus ovos. E se depositar, o óleo vai matar na fase de ovo de larva, não vai virar mosquito”.

De acordo com as estudantes, não é possível fabricar o óleo em casa, já que para isso seriam necessários solventes e equipamentos apenas encontrados em laboratórios. O produto ainda não foi testado para uso na pele humana. Segundo as alunas, ainda são necessários mais estudos para a produção em larga escala.

A 14ª edição da Febrace começou na terça-feira (15) na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na capital. Estão em exposição 341 projetos de 752 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, orientados por 476 professores. A exposição vai até o próximo dia 17.

“O mais importante não são os resultados, como chegar a um protótipo ou produto, por exemplo, mas todo o processo, as diversas etapas de investigação, reflexão, construção e observação necessárias para a execução dos projetos”, destaca a coordenadora da Febrace, Roseli de Deus Lopes, professora da Escola Politécnica da USP.

Os alunos com as pesquisas melhor avaliadas ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 200 prêmios. Também concorrerão a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, na cidade de Phoenix, no Arizona (EUA).

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