Policiais Civis da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), em ação conjunta com Fiscais Agropecuários da IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), da Vigilância Sanitária Estadual e do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), realizaram de 23 a 28 de junho, fiscalizações nos municípios de Aquidauana, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti e região, no intuito de combater a concorrência desleal, os crimes contra as relações de consumo e o trânsito e comércio de produtos de origem animal clandestinos.
Durante a operação, foram realizadas fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais, especialmente em supermercados e açougues, sendo apreendidas aproximadamente 6,5 toneladas de produtos de origem animal clandestinos.
Nos municípios de Nioaque, Dois Irmãos do Buriti e no Distrito de Piraputanga, as apreensões ocorreram em açougues e supermercados, onde foram apreendidos produtos de origem animal impróprios ao consumo, em sua grande maioria carnes bovinas, suínas, charque e linguiça caseira, sendo todas as mercadorias oriundas de abate clandestino, sem qualquer tipo de inspeção sanitária.
Já no município de Aquidauana, as apreensões aconteceram em supermercados, açougues e também em apiários da cidade, onde, além de carnes bovinas, suínas, charque e linguiça caseira clandestina, foram apreendidas 02 (duas) toneladas de mel sem registro de inspeção (o que impede sua comercialização) e em condições precárias de higiene, manipulação e armazenamento.
De acordo com o delegado titular da Decon, Gomides Ferreira Neto, “as condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos comerciais fiscalizados eram precárias ou até mesmo inexistentes, contrariando, dessa forma, todas as legislações sanitárias vigentes”.
As ações objetivavam a orientação das pessoas que trafegavam nas rodovias da região, assim como dos proprietários dos estabelecimentos fiscalizados. A prática de transporte, manipulação e armazenamento de gêneros alimentícios sem o cumprimento das normas sanitárias vigentes é usual em algumas regiões do Estado e necessita de fiscalização contínua.
Tais fatos configuram não só o desrespeito às normas de saúde pública e com as pessoas que poderão consumir tais produtos, como também à concorrência desleal, trazendo prejuízos aos fornecedores sérios que se preocupam com o produto que será fornecido aos seus clientes.
O consumo de produtos de origem animal oriundos de abates clandestinos pode acarretar diversas doenças para o ser humano, como cisticercose, brucelose dentre outras, além de transtornos gástricos como diarréia, vômitos e, em casos mais graves, podendo levar a óbito.
Conforme o Dr. Gomides “os responsáveis responderão a procedimento administrativo junto à IAGRO que, posteriormente, remeterá toda documentação pertinente às Delegacias de Polícia dos municípios fiscalizados. Se indiciados, os responsáveis responderão a inquérito policial, por crime contra as relações de consumo, cuja pena pode variar de 02 a 05 anos de prisão”, conclui.