A reunião contou com cerca de 15 instituições e reforçou a construção coletiva de estratégias para dar respostas rápidas e seguras à população diante de eventos climáticos extremos.
As prestadoras de serviço demonstraram como estão estruturando as ações de prevenção, monitoramento e resposta. Cada uma trouxe experiências recentes, investimentos e lições aprendidas — com foco em antecipação e aperfeiçoamento operacional para situações de crise.
O diretor-presidente da Agência, Carlos Alberto de Assis, destacou que o espaço se consolida como instrumento permanente de articulação entre órgãos públicos, empresas e setores estratégicos.
“A Sala de Guerra é de todos nós. Ela nasceu da necessidade de agir antes da crise, inspirada em eventos graves ocorridos em outros estados, antes de sofrermos grandes impactos aqui”, ressaltou. “É aberta, colaborativa e existe para prevenir ocorrências. A ideia é simples: planejar, minimizar impactos e garantir segurança e cidadania para quem vive em Mato Grosso do Sul”.
Planos de ação e melhorias operacionais
Serviço que costuma sofrer os primeiros impactos em situação climática grave – e provocar uma cadeia de efeitos em outros serviços – a energia elétrica vem tendo especial atenção, com modernização operacional e iniciativas preventivas, conforme demonstraram os representantes das concessionárias.
O gerente de Operações da Energisa MS, Helier Eurico Fioravante, mostrou o plano do grupo empresarial com 296 ações, organizadas nos eixos de Antecipar, Recuperar e Aprender. Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento com visão internacional, simulações reais de crise, rigorosos treinamentos de equipe e ampliação de bases estão entre as estratégias do Plano.
Responsável por 85 mil unidades consumidores em cinco municípios no leste do Estado, a Neoenergia Elektro também aderiu à Sala de Guerra e ao compromisso de segurança no fornecimento em qualquer situação. A equipe da distribuidora demonstrou como investimentos na infraestrutura, a aposta em monitoramento preventivo e em comunicação vão permitir uma logística cada vez mais antecipada de resposta.
De acordo com o gerente operacional Vinicius de Paula, como parte dos R$ 150 milhões investidos nos últimos dois anos, será entregue em dezembro uma nova subestação em Brasilândia, reforçando a infraestrutura regional. Outra estratégia tem sido antecipar os prazos dos atendimentos comerciais rotineiros em 75% dos casos, garantindo uma margem para dedicar a operações emergenciais em caso de evento extremo que requeira mais equipes em ação.
Saneamento
No saneamento básico, a Sanesul vem fortalecendo protocolos para evitar desabastecimento em cenários de risco em suas sete regionais. Michel Conhe, supervisor Núcleo de Operações e Controle, lembrou que todo o sistema depende de energia elétrica e, por isso, a integração com as distribuidoras é essencial.
Entre as medidas já inseridas no plano de ações emergenciais estão o mapeamento de riscos por níveis de severidade e procedimentos para quedas de energia, que envolvem a proteção das instalações contra queima e o ritmo de retomada de religações de forma segura. Soluções provisórias contra o desabastecimento e reforço de equipes também são parte do planejamento.
Gás canalizado
Integração também é palavra chave no Plano de Ações Emergenciais da MSGÁS, que possui 500 quilômetros de redes e atende 27 mil usuários nos segmentos residencial, industrial, comercial e GNV. A norma de procedimentos já é padrão para qualquer situação de incidente no sistema distribuidor e tem sido aperfeiçoada com a articulação com outas instituições.
Conforme o gerente de Operações e Manutenção, André Souza, essa é uma estratégia que vem avançando junto às concessionárias de saneamento, que realizam obras de escavação e precisa evitar danos à tubulação de gás, e as de energia que atendem na Capital e em Três Lagoas.
Articulação ampla
Além das concessionárias, instituições parceiras também contribuíram para ampliar o olhar sobre riscos e prevenção. Participaram Defesa Civil, Reflore-MS, Águas Guariroba, universidades, setores do Governo do Estado de assistência social e governança, órgãos de comunicação e entidades do setor produtivo.
O grupo integrado recebeu com otimismo as informações das concessionárias.
“É impressionante o que está acontecendo na Sala de Guerra, o que está sendo criado aqui, a oportunidade de construção futura”, afirmou o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite. “É um aprendizado, mas que já mostra resultados de primeiro mundo”.
Contribuição regulatória
Com as participações da diretora de Inovação e Relações Institucionais, Rejane Monteiro, e de técnicos das diretorias de Gás, Energia e Mineração, de Saneamento Básico e de Transportes, a Agems trouxe a experiência de campo da regulação e fiscalização desses serviços. Uma atuação transversal que contribui para fortalecer os planos das prestadoras de serviço e os resultados para o cidadão.
Na Ouvidoria, porta de entrada de dúvidas e reclamações dos usuários, as informações compartilhadas se tornam um termômetro do funcionamento dos serviços e apoio para aprimorar os protocolos discutidos no grupo.
“O foco é resolutividade. Com um sistema organizado e o conhecimento compartilhado, se torna mais eficiente agir em situações de crise”, destaca a ouvidora Cristiane Leite. “Quando a gente se antecipa, a resposta é mais rápida e a satisfação do usuário aumenta”.
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