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No Dia do Pantanal, Governo do Estado anuncia Guia Ilustrado de Peixes do Rio Paraguai

No Dia do Pantanal (12 de novembro), o Governo de Mato Grosso do Sul fez o pré-lançamento do Guia Ilustrado dos Peixes da Bacia do Alto Paraguai.

12 novembro 2021 - 15h53Por Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

A publicação está em fase final de editoração e será publicada oficialmente em março do ano que vem. É resultado de cinco anos de pesquisas e estudos organizados pelos biólogos Heriberto Gimenes e Ricardo Rech, do Laboratório de Ictiofauna do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Pela importância científica e abrangência da obra, seu pré-lançamento foi feito no Dia do Pantanal em ato transmitido ao vivo pelo canal do Imasul no Youtube, com as presenças do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck; do diretor presidente do Imasul, André Borges; do diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Márcio de Araújo Pereira; e os dois biólogos organizadores da publicação.

“Esse gesto deixa muito claro a importância que o Pantanal tem para o governo, portanto é fundamental que elenquemos algumas medidas e ações adotadas para garantir sua conservação e também melhorar a vida das pessoas que habitam aquela região”, citou Jaime Verruck. A principal medida tomada pelo governo ainda em 2015 foi a regulamentação do Artigo 10 do Código Florestal, declarando a planície pantaneira área de uso restrito.

“Só essa medida garantiu que 50% da vegetação nativa do Pantanal seja preservada. Isso é desmatamento evitado”, afirmou. O secretário também citou programas importantes, como o Programa Carne Orgânica e Sustentável do Pantanal – que incentiva a criação bovina com boas práticas ambientais; o Programa Biota, que vai instituir o Selo da Biosfera a todos os produtos oriundos da região; o Programa Ilumina Pantanal, fazendo com que a energia solar limpa e renovável chegue a todas as moradias pantaneiras; a construção e reparos de 1.100 quilômetros de rodovias, melhorando as vias de acesso; a Cota Zero de pescado (que ajudou a recompor o estoque pesqueiro dos rios e impulsionou o turismo), os investimentos na prevenção e combate a incêndios florestais e no resgate e cuidados dos animais silvestres, como a criação do Gretap (Grupo de Resgate Técnico dos Animais do Pantanal), a compra de uma aeronave e para atuar no combate ao fogo e a regularização fundiária de 44 mil hectares do Parque Estadual do Pantanal de Rio Negro.

Anuário

O Guia Ilustrado dos Peixes da Bacia do Pantanal está em fase final de editoração e será disponibilizado em meio digital de forma gratuita através da página do Imasul na Internet, a partir de março do ano que vem. É resultado de cinco anos de pesquisas e envolve a experiência e o trabalho técnico de 29 profissionais de 15 instituições de todo país. O biólogo Heriberto Gimenes, coordenador do Laboratório de Ictiofauna do Imasul, conta que foram feitas 65 expedições em mais de 50 pontos de coleta no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Nesse levantamento foram catalogadas 394 espécies de peixes, sendo que 134 foram registradas pela primeira vez no Pantanal e 54 são espécies novas, até então desconhecidas pela Ciência. Entre as espécies que tiveram o primeiro registro na região destacam-se o bagre Xyliphius barbatus e o cascudo Paraloricária agastor. O bagre chega a medir 15 centímetros na fase adulta e foi encontrado no rio Aquidauana. Já o cascudo pode atingir 30 centímetros e foi capturado no rio Apa. Ambos são naturais da bacia do rio Paraná.

Uma novidade nesse Guia é que, além de fotos coloridas e todas as informações da taxionomia da espécie, acompanha um vídeo com imagens do peixe livre na natureza. “Foi um estudo exaustivo. Confrontamos os dados anotados em laboratório com o levantamento feito na natureza”, disse Gimenes. O anuário anterior, lançado em 2007, trazia o registro de 263 espécies.

O Laboratório de Ictiologia do Imasul está em atividade desde 2015 e abriga 10.000 peixes de 220 espécies - sendo 135 espécies pantaneiras – distribuídos em 150 tanques. A equipe técnica – composta por servidores do Imasul e bolsistas de universidades parceiras – é responsável pela elaboração de protocolos de manejo dessas espécies, alimentação e todos os cuidados para mantê-los em ambiente saudável e protegidos. Além disso, no laboratório são desenvolvidos estudos científicos para descoberta de técnicas de reprodução de espécies ameaçadas de extinção, sobretudo peixes coloridos considerados ornamentais.

Assista AQUI vídeo sobre o Laboratório de Ictiofauna do Imasul

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