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Código Florestal: votação é adiada para próxima terça-feira

05 maio 2011 - 11h01

A sessão ordinária ainda ocorria nesta quarta-feira (04/05) quando parte do plenário foi chamado para uma reunião que definiria os rumos da votação do novo Código Florestal. Juntos líderes do governo e de partidos da base governista e os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio Nobre. 
Na noite desta quarta-feira, às 19h, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP) saiu da reunião antecipando o que, meia hora depois, ficaria definido: que não haveria votação esta noite. “Temos três opções: somente leitura, leitura e destaques ou tudo na próxima terça-feira (10/05)”. Não deu outra: trinta minutos depois, o ministro Luiz Sérgio anunciaria o adiamento. 
Enquanto isso, no Salão Verde, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), se perguntava: cadê o Aldo? Indo atrás do relator do novo Código Florestal, entrou na reunião governista – logo ela, que é de oposição. “Depois que eu vi que era só da base. Então, informei que estava ali como presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O olhar “intruso” serviu para os repórteres contestarem informações: haverá de fato votação semana que vem? Kátia afirmou que os líderes estavam “muito firmes” de que queriam votar. Expressão semelhante ao ministro Rossi. Ao que tudo indica, terça-feira que vem será diferente desta quarta-feira. Hoje de manhã, falava-se em votação a partir das 15h30 e o horário foi mudando ao longo do dia, até ser adiada. 
Eram quase 20h da noite desta quarta-feira quando o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio Nobre, deu o veredicto: não haveria votação hoje, ficando mesmo para terça-feira da semana que vem. Segundo ele, na próxima terça-feira pela manhã haverá reunião dos líderes da base governista e a previsão é que a votação ocorra à noite. “Esse é um tema que não precisa ter vencedor ou vencido. Precisa, sim, de uma enorme maioria”, afirmou o ministro, ao falar da necessidade de se chegar a um acordo. De acordo com ele, o adiamento é um esforço que está sendo feito para construir um relatório que sele um acordo. 
Ao sair da reunião, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, disse que são dois os pontos a serem discutidos: a questão dos quatro módulos fiscais e das áreas consolidadas. “O reclame da base é que haja reconhecimento integral”, disse Rossi – referindo-se às áreas consolidadas. 
Ele lembrou que durante anos sucessivos governos estimularam o plantio em áreas que foram desmatadas. “As áreas consolidadas não podem ser tratadas segundo a lei de hoje, mas da época”. Ruralista, o ministro não quis avaliar se era bom ou ruim o adiamento e lembrou que a tarefa dele era “aproximar posições”. Isso porque, seu partido, o PMDB, havia “fechado” com o relatório de Aldo Rebelo. 
“Como ministro, tenho de aproximar as posições”, reiterou. Ele disse que a senadora Kátia Abreu, intrusa na reunião, foi recebida respeitosamente. Também afirmou que, ao contrário do que disse a deputada Rosane Ferreira (PV-PR), não é um código agrícola. “O código vai ter um grande equilíbrio. O que é desequilibrado é a situação atual”, disse. 
Já a senadora Kátia Abreu lembrou que “o exercício da paciência é a prática da democracia”. Além dos dois pontos apontados pelo ministro, Kátia acrescentou mais um: o Programa de Regularização Ambiental (PRA) que, segundo ela, tem de ser feito pelos estados e não pela União.


 


Ida Garcia/Globo Rural

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