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Em 2010, vendas pela internet retiraram R$ 500 milhões do comércio tradicional

29 abril 2011 - 20h35


Com um crescimento anual médio de 50%, as vendas pela internet, o chamado e-commerce, só em 2010 movimentou R$ 500 milhões, faturamento retirado do comércio tradicional. “O comércio virtual veio para ficar, é uma realidade que teremos de incorporar para não perder ainda mais mercado”, admite o presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), Edison Araújo, convencido de que a tendência é da convivência entre os dois sistemas de venda. 
         Pelas estimativas nacionais, as vendas do comércio eletrônico devem passar de R$ 22 bilhões em 2010 para R$ 33 bilhões neste ano, chegando a R$ 50 bilhões em 2013 e a R$ 75 bilhões em 2014. Nesta mesma proporção, o Estado perderia arrecadação caso não fosse adotada a tributação nas vendas on-line. Se em 2010 a perda de arrecadação ficou em R$ 38 milhões; neste ano passado, a projeção é de R$ 64,9 milhões, em 2012 chega a R$ 97,3 milhões; em 2013 a expectativa é atingir R$ 146 milhões de arrecadação e em 2014, com base na evolução nas vendas, o ICMS do e-commerce deve render R$ 219 milhões, o equivalente a metade de uma receita mensal do Estado com o tributo.
         Por conta deste crescimento das vendas on-line, em Mato Grosso do Sul os setores de refrigeração e informática calculam que tenham perdido 25% das vendas não só para as compras eletrônicas mas também para os produtos adquiridos no Paraguai.  “Não temos como concorrer com a venda on-line. Um aparelho de 7 mil BTU que na loja sai por R$ 1.050, adquirido pela internet sai por R$ 799,00 em 10 parcelas de R$ 79,90”, reconhece um dos diretores da Refrigeração Centro-Oeste, Hidelbrando Leite.
         O comerciante ainda reclama da concorrência dos produtos adquiridos do Paraguai, onde a diferença de preços chega a 50%. “Posso oferecer em no máximo quatro vezes no crediário próprio. Não tenho capital de giro para agüentar um parcelamento maior”, explica. O setor é enquadrado no regime de substituição tributária, com pagamento do ICMS na hora da compra junto ao fornecedor.
        A proprietária da Linear Refrigeração também constata os prejuízos com as vendas pela internet, mas acredita que a tributação interna das vendas on-line, que começará a valer a partir de 1° de maio, deva diminuir a alta diferença de valor entre os dois mercados. “Nós geramos empregos, pagamos impostos aqui, apostamos no desenvolvimento do Estado e acabamos penalizados”, avalia. 
        Na comparação entre produtos pesquisados no comércio de Campo Grande e os mesmos vendidos em lojas virtuais, os resultados são surpreendentes. Produtos não tão comuns que são comercializados pela internet, como é o caso de refrigeradores, apresentam diferenças de preços significativas. Na comparação de um refrigerador cervejeira, 433 litros, da Metalfrio, a diferença chegou a R$ 1.040 a mais para quem compra em uma loja da Capital.

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