A exportação brasileira de gado vivo caiu 30% no primeiro trimestre, comparada ao mesmo período de 2010. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior foram embarcadas 103,5 mil cabeças no período por 102,7 milhões de dólares. No período, a queda nas exportações do Estado foi ainda maior - de 80,54% -, motivada, especialmente, por escassez de matéria-prima. Em 2010, o Brasil exportou 146,9 mil animais.
Principal cliente, a Venezuela importou 76,3 mil cabeças e o Líbano, 27,2 mil. A valorização do real frente ao dólar e a desvalorização da moeda venezuelana são as principais causas da retração. Segundo Alex da Silva, consultor da Scot, a interferência do governo venezuelano visa fortalecer as indústrias locais. Com menor poder de compra, o país diminuiu a importação em 40% no trimestre. A proximidade geográfica e o baixo custo de produção fazem do Pará o líder do ranking nacional de exportadores, seguido do Rio Grande do Sul. Os paraenses exportaram 99.694 mil cabeças e os gaúchos, 3.824.
Para a indústria no Estado, a redução é positiva. "O ideal é que o abate seja feito aqui, gerando empregos e impostos", defende o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen. Segundo ele, a ociosidade dos frigoríficos no RS foi de 20% neste período. Na opinião de Silva, para reverter a tendência de queda, a saída é expandir as vendas para tradicionais compradores, como, por exemplo, o Líbano. "A busca de novos mercados é complicada, pois o transporte e as exigências de bem-estar animal encarecem o produto.
Helton Verão/Correio do Povo
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