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Inflação do aluguel' cai em abril; alta em 1 ano é de 10,6%, diz FGV

28 abril 2011 - 14h00


 A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel, desacelerou de 0,62%, em março, para 0,45%, em abril, segundo informou, nesta quinta-feira (28) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 2,89% e, nos últimos 12 meses, de 10,60%.


Conforme informou o Secovi, sindicato da habitação de São Paulo, na véspera, por meio de levantamento, os novos contratos de aluguel de casas e apartamentos firmados em março deste ano na cidade de São Paulo apresentaram alta média de 15,25% no acumulado dos últimos 12 meses, bem acima da taxa registrada neste mês pela FGV.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõem o IGP-M, passou de 0,65% para 0,29%. O índice relativo aos bens finais variou 0,71%, em abril, contra 0,77% no mês anterior. O subgrupo alimentos in natura influenciou resultado: a taxa de foi de 7,37% para 4,68%. Já o índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,58%, contra 0,57% em março. O subgrupo materiais e componentes (de 0,56% para 0,79%) foi o principal responsável pela aceleração do grupo.


Preços ao consumidor


Ao contrário do índice geral, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,78%, em abril, diante de alta de 0,62% no mês anterior. Dos sete grupos que integram o índice, tiveram aceleração cinco, com destaque para transportes (de 1,15% para 1,75%). As principais influências partiram dos itens: gasolina (0,89% para 4,32%) e álcool combustível (6,73% para 13,45%).


Também apresentaram avanços em suas taxas de variação os grupos: alimentação (de 0,69% para 0,87%), vestuário (de 0,78% para 1,02%), saúde e cuidados pessoais (de 0,62% para 0,86%) e educação, leitura e recreação (de 0,18% para 0,39%). Os destaques ficaram com carnes bovinas (de -2,47% para 0,08%), calçados (de 0,07% para 1,20%), medicamentos em geral (de 0,33% para 1,56%) e passagem aérea (de -9,28% para 2,64%).



Na contramão, registraram desaceleração os grupos: habitação (de 0,47% para 0,37%) e despesas diversas (de 0,49% para 0,45%), com forte influência partindo de aluguel residencial (de 0,75% para 0,08%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,19% para -0,15%).


Custo da construção


Em abril, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,75%, acima do resultado de março, de 0,44%. Dos três grupos componentes do índice, mão de obra apresentou aceleração (de 0,27% para 1,16%). Em sentido inverso, a taxa do grupo materiais e equipamentos passou de 0,64% para 0,40%, enquanto o grupo serviços recuou de 0,46% para 0,21%.

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